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14 de Março, Domingo

 
Bem-vindo(a) à Linha de Rigor da Lisboa Editora!

O rigor científico e a qualidade pedagógica dos livros escolares são os princípios fundadores do código de valores da Lisboa Editora.

É por isso que nos identificamos com a iniciativa proposta pela APEL, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros: a criação da Linha de Rigor, um espaço através do qual professores, alunos, encarregados de educação e público em geral podem comunicar a existência de eventuais incorrecções ou imprecisões que tenham detectado nos nossos livros escolares.

Assim, todos os casos que possam vir a ser assinalados, serão analisados pela Direcção Editorial da Lisboa Editora, em conjunto com os autores da obra em foco, e respondidos com a maior brevidade possível.

Para mais esclarecimentos, sugerimos a consulta da área Questões Mais Frequentes e convidamos quem nos visita a conhecer como se elabora um manual escolar.

  
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Para nos comunicar um eventual erro, gralha ou defeito que tenha detectado numa das nossas obras, preencha, por favor, o formulário que a seguir se apresenta.
Os seus dados não serão fornecidos a terceiros ou utilizados para qualquer outro fim que não o especificado. Agradecemos, desde já, a sua preciosa colaboração.
Lembramos que este serviço se destina única e exclusivamente a reportar anomalias detectadas em livros ou produtos escolares.
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Questões Mais Frequentes Sobre Livros Escolares

As questões que se seguem não são exclusivas da realidade portuguesa, sendo comuns em países com sistemas educativos avançados, como os Estados Unidos da América ou a Finlândia.

Quem determina os conteúdos que constituem um manual escolar?
Cabe ao Ministério da Educação definir os conteúdos programáticos de cada disciplina/ano, embora cada editora adopte a abordagem que acredita ser a mais eficaz na sala de aula. No processo de criação de um manual escolar, recorre-se a investigações e processos de experimentação exaustivos que envolvem os alunos e grupos de trabalho, no sentido de determinar os conteúdos que a obra terá de integrar. Depois, com o saber e a experiência de ensino dos autores, da equipa editorial e dos consultores científicos e pedagógicos, os conteúdos são elaborados, tendo em conta o nível de escolaridade a que se destinam, a inclusão dos conceitos básicos que os alunos devem aprender e a sua adaptação a diversos estilos e métodos pedagógicos, de modo a permitir um ensino e uma aprendizagem eficientes.

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Quem escreve os manuais?
A elaboração de um manual é, sobretudo, um trabalho de equipa, orientado pelas directrizes programáticas, definidas pelo Ministério da Educação, para cada disciplina e ano de escolaridade. É neste contexto que autores, especialistas e outros profissionais concebem um projecto de manual, definem a metodologia a adoptar e produzem o original. As editoras reúnem equipas de técnicos editoriais, revisores, consultores científicos e pedagógicos que avaliam o original apresentado, na perspectiva do rigor científico, da adequação da linguagem e da abordagem pedagógica ao nível de ensino correspondente, bem como da sua conformidade com o currículo oficial.

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Porque ocorrem erros?
Antes de mais, é importante esclarecer que a edição de livros escolares é um processo extremamente complexo. Todas as páginas de uma obra passam por muitas mãos, desde autores, editores, revisores e consultores científicos a designers, paginadores, ilustradores e desenhadores, entre outros intervenientes.
Este processo permite uma revisão profunda e detalhada dos textos e dos elementos que os ilustram ou acompanham - mapas, tabelas, gráficos, equações e fórmulas. No entanto, ainda assim, verifica-se, por vezes, a existência de alguns erros.
Normalmente, os utilizadores dos livros comunicam três tipos de erros.
No primeiro grupo incluem-se os erros ortográficos, que muitas vezes, podem resultar da ocorrência das chamadas gralhas.
No segundo grupo encontram-se as questões relativas à exactidão dos dados. Estes erros são muito raros em manuais escolares, dado que qualquer informação, antes de ser incluída numa obra, é sempre verificada e confirmada junto das mais diversas fontes.
Frequentemente, também se verifica que aquilo que aparece como um erro, é apenas uma incorrecção devida a falha na impressão, como, por exemplo, a troca de algarismos numa data ou a solução para uma questão ou problema indevidamente colocada.
O último grupo engloba tudo aquilo que pode ser reportado como erro mas que, na verdade, tem apenas a ver com diferentes interpretações dos factos. Tomemos como exemplo as diferentes interpretações que existem em torno do episódio do Tratado de Tordesilhas. O Tratado, celebrado entre D. João II, rei de Portugal, e os Reis Católicos, em 1494, estabelecia a divisão do mundo em duas zonas de influência, uma portuguesa e a outra espanhola. A assinatura do tratado seria o culminar de um longo processo negocial entre Portugal e Castela pela posse das terras descobertas. Há quem defenda que existia uma política de sigilo por parte de D. João II, que saberia da existência de novos territórios na zona de influência portuguesa, mas há quem entenda que o acordo nasceu sem qualquer suspeita do que estaria para lá dos limites definidos. Episódios como este, objecto de diferentes leituras, poderão suscitar alguma controvérsia junto do público que utiliza os manuais.

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Como são corrigidos os erros detectados?
A equipa editorial envolvida na edição de um manual escolar procura, logo na fase inicial do processo de execução gráfica, detectar e corrigir eventuais problemas no campo dos conteúdos, com vista a que as primeiras provas com texto e imagens saiam o mais perfeitas possível, mesmo que não sejam ainda as versões definitivas do livro.
O processo de controlo e verificação da qualidade do manual continua após estas primeiras provas. Revisores e consultores científicos analisam a obra detalhadamente, verificam cada referência, cada elemento ilustrativo, e propõem eventuais correcções ou alterações. É também na fase de produção que as associações de professores, sociedades científicas e outras entidades devidamente credenciadas contribuem com sugestões de alterações ou correcções. Todos os erros identificados ao longo deste processo são corrigidos e os manuais seguem para impressão e posterior distribuição nas escolas.
Se, apesar de tudo, durante a utilização dos mesmos por parte de professores e alunos, forem detectados erros que tenham escapado às anteriores revisões, a respectiva correcção é introduzida na reimpressão seguinte.

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Por que razão não são os erros corrigidos?
Todos os erros são sempre corrigidos. O processo é contínuo e inicia-se imediatamente após a sua detecção, embora exija um determinado tempo de execução. Mas todos os erros são corrigidos. Verifica-se, no entanto, e com alguma frequência, que quem detecta o erro e alerta para a sua existência acaba por não confirmar se o mesmo foi corrigido, mantendo a percepção de que o erro persiste e que não houve correcção.

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Por que razão não são as correcções feitas mais rapidamente?
As editoras introduzem as correcções com a maior brevidade possível. No entanto, há factores que condicionam a entrada no mercado das edições escolares, como, por exemplo, o calendário escolar ou o ciclo das adopções de manuais. Por isso, embora a introdução das correcções esteja assegurada, ela só irá reflectir-se numa reimpressão posterior.

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Porque não recorrem as editoras à utilização de ferramentas de correcção ortográfica e verificação linguística e a tecnologias que possibilitem a confirmação dos dados inseridos num manual escolar?
A indústria editorial escolar investe continuamente nas mais modernas tecnologias e recorre a correctores ortográficos avançados, mas há questões que a tecnologia ainda não consegue solucionar. O trabalho de criação e edição necessário à elaboração de um manual escolar requer uma intervenção que nenhum sistema automatizado consegue substituir. Tomemos como exemplo a frase: "Tem a tenção arterial alta" - qualquer programa de verificação ortográfica e gramatical consideraria esta frase correcta, mas só uma pessoa pode concluir que ela contém um erro ortográfico e uma troca de conceitos.

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Como é possível que ocorram erros se os manuais escolares são elaborados por especialistas?
Embora as editoras confiem nos autores e nos especialistas com quem colaboram na edição de manuais escolares, porque o processo de edição é extremamente complexo e moroso, reconhecem que podem ocorrer erros. Os editores são os primeiros interessados em promover os melhores índices de qualidade das obras que destinam ao ensino, procurando eliminar uma indesejável ocorrência de erros. Por isso, reconhecem também que, neste processo, a colaboração dos leitores que utilizam os manuais é indispensável. Assim, se a detecção de qualquer deficiência for comunicada à editora, isso permitir-lhe-á aperfeiçoar os materiais educativos que produz.

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Adaptado pela Comissão do Livro Escolar da APEL, a partir do texto original no site da Association of American Publishers – EUA.

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